Também temos direito a Team building 😏

Também temos direito a Team building 😏

Temos 1 aninho e meio de vida e até hoje ainda não tínhamos tido oportunidade de estar todos juntos portanto decidi provocar a equipa a um jantar diferente.
Eis que enviei esta mensagem para o grupo, no dia 19 de dezembro 2018. O mistério permaneceu fechado a 7 cadeados até ao dia D.

 

Durante duas semanas tentaram desvendar este desafio, como se de um escape room se tratasse.
Sem sucesso 👻.

Dia D — 4 Janeiro 2018

Este pessoal encarna qualquer personagem.

Quando aterraram em Campo de Ourique com a missão de jantar, a fome apertou e o lado maléfico revelou-se.
Receberam um enigma com uma coordenada secreta para se deslocarem e, de lanternas e facas em punho, lá foram em filinha indiana até ao local da experiência.
O calçado confortável era para poderem ficar de pé durante umas boas horinhas e a faca era mesmo para poderem comer, visto que precisavam de filetar o peixe e “tentar” fazer uns pedaços de sashimi 🍣.
Como podem observar nas fotos acima, temos alguns audazes que conseguiram sacar uns míseros 8 pedaços de sashimi de uma dourada de 400 gr.
Calma …. que as 340gr que sobraram serviram para cozinhar um ceviche espetacular.
Timeline da experiência:
1- Excitação sobre o que viriam a fazer
2- Apreensão ao ter de descobrir o local da experiência
3- Felicidade ao descobrirem uma cozinha só para nós
4- Euforia ao saber que iam comer sushi
5- Um piquinho de desilusão quando se aperceberam que teriam de trabalhar para comer 😂
6- Concentração em absorver o conhecimento passado pelo Mestre
7- Dedicação no corte súbtil e milimétrico
8- Empenho na tarefa e empratamento
9- Competição pelo melhor pedaço
10- Batotice ao ingerir, de surra, o melhor pedaço do adversário
11- Consciencialização do grau de esfomeanço que por ali ia
12- Conviver e comer
13- Comer e conviver
Ele é um jovem de 19 anos que teve a ambição e lutou para participar num estágio intensivo de 3 meses, num dos melhores restaurantes do Japão, em Quioto, galardoado com 3 Estrelas Michelin, denominado por Kichisen.
Conheci o Gonçalo quando almoçava na Taberna Japonesa em Campo de Ourique — Hikidashi. Aproveito para recomendar este restaurante, ao que aconselho o menu de almoço (excepto fins-de-semana 💸 💸).
A paixão que o Gonçalo mostrou pelos ingredientes e a vontade de passar conhecimento levou-me a pensar se ele aceitaria fazer o seu primeiro workshop de sushi para a equipa do Safarka.
Sem hesitar e com convição aceitou o desafio, no qual trabalhamos em conjunto algumas horas na composição desta experiência diferente.

Em jeito de conclusão

Percebemos o quão difícil é fazer bom sushi e o quão importante é ter uma matéria-prima de qualidade. Demos mais valor à gastronomia japonesa e ficámos conscientes da quantidade de conhecimento e técnica que são precisos para dominar este tipo de cozinha, que demora décadas a aperfeiçoar.
Entendemos também que para podermos usufruir de peixe saboroso e livre de bactérias é preciso preservar o nosso oceano e tudo o que nos rodeia, caso contrário iremos comer sushi de aquário para sempre.
A nossa introspecção mais dramática leva-nos a partilhar que todos nós devemos ser responsáveis pelas ações que fazemos e como a mesma irá influenciar o próximo. Isto é o Karma, mas em modo “produto”. Devemo-nos alimentar com moderação e saber o que ingerir para que o ciclo não se quebre.
Se uma espécie de peixe se extinguir, deixa de poder ser ingerido, pelo que deixa de ser cozinhado e a arte perder-se-á, juntamente com uma cultura e uma história de gerações.

Rui Lopes

09.03.2020

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